História do Wing Chun

Wing Chun é um sistema de defesa pessoal realista, criado na China por uma mulher (monge shaolin). Simples e eficiente, descarta todo movimento acrobático. É uma arte marcial singular, desenvolvida para permitir que qualquer tipo de pessoa, independentemente de tamanho, força ou sexo, possa se defender de agressores maiores e mais fortes.
Neste Sistema trabalha-se com todas as possibilidades: mais de um atacante, ataques de qualquer direcção, de pé, sentado ou já no chão, etc...
Mais antigo que o Karatê e o Tae Kwon Do (só para citar duas excelentes e muito diferentes artes marciais), suas origens vêm do mosteiro Shaolin (Siu Lan), onde a mestra de artes marciais, Monge Ng Mui, possuía habilidade técnica superior aos combatentes do seu tempo. Partindo do conhecimento dos estilos tradicionais, e segundo a lenda, pela leitura da luta entre uma serpente e uma garça, ela criou um novo e eficaz sistema de combate, que não só rectificava as debilidades dos sistemas convencionais, como também tirava proveito delas. Tornou-se sistema de luta com o passar das gerações, onde outros mestres da arte incluíram novas técnicas, como por exemplo, a introdução do bastão longo, na época dos "Juncos Vermelhos" (Embarcações da Opera Chinesa).
A principal diferença entre os estilos praticados actualmente está em seu conceito de defesa. Enquanto em outras artes marciais procura-se acima de tudo bloquear o ataque do agressor para depois contra-atacar, ou mesmo desviar este ataque para depois contra-atacar, o princípio básico do Wing Chun é o de utilizar esta força contra o próprio agressor, onde a defesa já funciona como ataque e vice-versa.